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Instituto Artistas Latinas abre uma exposição especial sobre Arte Têxtil no SESC Tijuca

11/03/2026 - Por ArtRio

O Instituto Artistas Latinas inaugura no Sesc Tijuca no Rio de Janeiro a exposição “Tecendo histórias – arte têxtil latino-americana”. Dedicado à pesquisa, formação de acervo e ações educativas em artes visuais com foco na produção feminina da região, o instituto apresenta uma seleção de obras de 11 artistas e dois coletivos da Argentina, Brasil, Guatemala e Peru. Em foco, estão trabalhos que atualizam técnicas ancestrais em diálogo com questões estéticas e políticas contemporâneas. A curadoria é de Francela Carrera com co-curadoria de Ana Carla Soler e Carolina Rodrigues. Com entrada franca, a mostra abre no dia 14 de março (sábado, das 14h às 17h) e vai até 14 de junho de 2026, na galeria do Sesc Tijuca, uma das maiores da Rede Sesc na região metropolitana do Rio.

Segundo Francela Carrera, a arte têxtil vive hoje um momento de destaque nas artes visuais. “Antes considerada uma arte menor, agora ganha força não apenas pela dimensão estética, mas também pelo sentido político que incorporou”, afirma ela. “Por isso, quis reunir mulheres latino-americanas que, em suas pesquisas artísticas utilizam tecidos, fios, teares e bordados como meios de reflexão crítica também”, completa. “Em maior ou menor grau, todas as participantes mantêm vínculos com movimentos sociais e abordam, em seus trabalhos, diferentes pautas e debates contemporâneos. Além de uma exposição de arte, ‘Tecendo histórias’ é uma articulação de vozes, saberes e lutas”, diz Paulo Farias, diretor artístico do Instituto Artistas Latinas.

Com expografia de Gisele de Paula, arquiteta da 36ª. Bienal de São Paulo, a mostra é dividida em cinco núcleos curatoriais. No eixo “Mobilização social”, as obras aparecem como instrumentos de denúncia e engajamento coletivo. Estão lá trabalhos do Coletivo Nacional de Mulheres do Movimento dos Atingidos por Barragens e das Serigrafistas Queer. A seção “Uma Geografia Sensível” traz criações têxteis de Ana Teresa Barbosa, Angelica Serech, Claudia Lara e Mayara, com narrativas de território por meio de cartografias íntimas e reflexões sobre ancestralidade e pertencimento.

O núcleo “Têxtil Expandido – Corpo, Imagem e Performance” reúne iahra e Rafa Bqueer, com trabalhos que atravessam performance e moda, explorando diferentes processos para investigar as relações entre corpo, forma, matéria, ancestralidade e identidade. O núcleo “Retratos: presença e matéria” apresenta obras figurativas e de autorrepresentação. Karine de Souza, Laís Domingues e Mónica Millán investigam identidade e memória por meio do bordado, da impressão com materiais naturais e outras técnicas. Em “Espiritual e Sagrado”, a curadoria exibe trabalhos em bordado de Cláu Epiphanio e Nádia Taquary, que articulam temas como ancestralidade afro-brasileira, sagrado feminino e memórias do corpo.

Criado em 2019, o Instituto Artistas Latinas atua para ampliar e consolidar o reconhecimento da produção de mulheres na arte contemporânea. “A exposição entrelaça memórias, territórios e histórias de resistência, reafirmando a potência da arte têxtil como linguagem contemporânea e como fio condutor de novas narrativas”, finaliza Paulo Farias, fundador e presidente da instituição.

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