Luisa Strina | O lado escuro da lua, de Alfredo Jaar
O artista chileno Alfredo Jaar, um dos grandes nomes da atual Bienal de Veneza, da qual participa pela quinta vez, volta a expor no Brasil após cinco anos, com 48 obras criadas nas décadas de 1970 e 1980, durante o período da ditadura de Augusto Pinochet, no Chile. No título, o artista faz referência ao emblemático álbum Dark side of the moon, da banda inglesa de rock progressivo Pink Floyd, lançado meses antes do Golpe de Estado, em 1973, e que virou sua obsessão musical até deixar o país.
As obras têm como ponto de partida o impacto da ditadura chilena na trajetória de Jaar. Mais do que registrar a violência do período, os trabalhos investigam as transformações políticas, sociais, econômicas e culturais provocadas pelo regime militar, temas que atravessam sua produção até hoje.
Entre as obras apresentadas estão a série September 11, 1973, que enfatiza a data e o horário do bombardeio ao Palácio de La Moneda, e Buscando a Kissinger, composta por intervenções sobre fotografias e documentos desclassificados que confrontam o ex-secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger por seu papel na articulação do golpe.
A exposição também apresenta trabalhos da série Studies on Happiness, na qual Jaar reflete sobre a ilusão de prosperidade prometida pelo modelo neoliberal imposto durante a ditadura, incluindo suas intervenções urbanas com a pergunta “¿Es usted feliz?”.
O lado escuro da lua, de Alfredo Jaar
Luisa Strina | Rua Padre João Manuel, 755 – São Paulo
Abertura: sábado, 8 de agosto, das 12h às 16h
De 8 de agosto a 19 de setembro de 2026
De segunda a sexta, das 10h às 19h, e sábado de 10 às 17h
Entrada gratuita.