Fortes D’Aloia & Gabriel | Fugido, de Anderson Borba
A pesquisa de Borba parte de práticas escultóricas antigas, do modernismo e de tradições vernaculares brasileiras, dissolvendo as fronteiras entre esses campos e condensando referências diversas em uma linguagem visual singular e instável. Suas esculturas evocam tanto artefatos arqueológicos quanto vocabulários da abstração moderna, ao mesmo tempo em que dialogam com a arte popular, as carrancas e práticas ligadas às espiritualidades afro-brasileiras.
Por meio de procedimentos de assemblagem e colagem, as obras conciliam solidez e precariedade em superfícies fragmentadas, vazadas e estratificadas, que sugerem processos contínuos de transformação. Borba também incorpora referências oriundas da moda e da cultura visual contemporânea, introduzindo tecidos, ornamentos, imagens pixelizadas e fragmentos gráficos extraídos de revistas e meios digitais, elementos que ampliam o caráter performativo e sensorial das peças. Esses tratamentos conferem às esculturas uma qualidade marcadamente pictórica, como se imagens tivessem sido incrustadas em suas superfícies. Em certos momentos, as obras oscilam entre objeto e imagem, com texturas, cores e fragmentos gráficos funcionando como composições pictóricas distribuídas pelo corpo escultórico.
Fugido, de Anderson Borba
Fortes D’Aloia & Gabriel | Rua James Holland, 71, Barra Funda
Abertura: 10 de junho de 2026 das 18h às 21h
De 10 de junho a 1º de agosto de 2026
Terça a sexta: das 10h às 19h, sábado, das 10h às 18h
Entrada gratuita.