Claraboia | Mecanosfera, de Bárbara Banida e Emer Freire
O título parte do conceito de mecanosfera, desenvolvido pelos filósofos Gilles Deleuze e Félix Guattari, que compreende o mundo como um conjunto de agenciamentos maquínicos, biológicos, tecnológicos, sociais e naturais. Nessa perspectiva, o humano deixa de ocupar uma posição central e a realidade passa a ser entendida como uma rede de conexões na qual não há separação rígida entre tecnologia e natureza ou entre o biológico e o social.
Na produção de Bárbara Banida, essa reflexão se desenvolve a partir de Erotar, planeta ficcional criado pela artista em estado de regeneração. Suas esculturas em cerâmica assumem a forma de criaturas híbridas e paisagens de geografias imaginárias, em uma pesquisa que se contrapõe aos discursos de fim do mundo e ao pessimismo ambiental.
Emer Freire, por sua vez, constrói sistemas por meio do acoplamento de elementos industriais e orgânicos. Ao reunir diferentes materialidades, sua pesquisa questiona divisões estabelecidas entre elas e investiga formas de coexistência entre matérias distintas.
A aproximação entre os dois artistas conduz a uma reflexão sobre as formas como a humanidade historicamente se relacionou com diferentes vidas no planeta e sobre o que a própria matéria pode sugerir em termos de outras relações e futuros possíveis.
Mecanosfera, de Bárbara Banida e Emer Freire
Claraboia | Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 2906 – São Paulo
Visitação: 6 de outubro a 14 de novembro de 2026
De segunda a sexta, das 10h às 19h, e sábado, das 11h às 15h
Entrada gratuita